quinta-feira, março 26, 2015

Um dia apreendi aceitar o tempo
a ser subtil
Ao acorrentar-me a alma
quem não viaja
Não conhece
amar não significa segurança
Apenas se morre lentamente
quem não ama
Não sofre
não ouve musica
Não chora
escrevo a base da solidão
Da minha morte prematura
não passo do papel
Quem corre não cansa
existe amor
Onde menos esperamos
dentro e fora do corpo

Um dia te disse
que o meu amor
Era um erro
cheio de mentiras
Como um céu estrelado
feito em pedaços
E manias
hoje parei de correr
Tu tens medo de te apaixonares
da curiosidade
De inventares
de te perderes
De viveres
de sentires medo
De seres engolida
medo de te apaixonares
De chorares
rires
De seres diferente
e no entanto eu me apaixonei por ti
Com todos estes disparates


Para mim 
todo o amor é
Mágico
brutal
Imaginável
poético
irresponsável
Memorável
criança
Eufórico
possível