segunda-feira, agosto 12, 2013

Por te querer demais

Sinto-me presa
Não consigo soltar
Neste meu livro
Tudo o que escrevo
São mentiras
Pois o amor
É um velho amigo
Que não te consegue enganar
Deixa-te de coisas
Não estou disposta a chorar
Por te querer demais
Talvez a paixão sobreviva
A este amor não vivo
Quem tu pensas enganar
Quando dizes que gostas de mim

Num respirar

Tal como a primeira manhã
Eu me junto a ti
Num respirar
Sinto o corpo morno
Deixa-te de coisas assim

Sou louca

Sou rebelde
Num mundo louco
Que não me compreende
Quando digo
Que sou louca por ti
Será que mereces
Sou louca
Por te contar
Julgas que não consigo ver
Tens olhos tristes
E sofres de magoas

Com o olhar

Deixo o meu poder
No teu coração
E sinto-te
Dentro de mim
Com o olhar
Redondo
Mergulho no tempo
Talvez agora seja uma mudança
Um dia ainda te lembras de mim
O que sei agora
Não é possível
Um dia te direi
Que já tentei explicar
Uma velha história

Posso não te obrigar

Apaga as luzes
Deita-te a meu lado
Deixa-me ver
Deita-te comigo
Não me contes mentiras
Tudo o que sei
Foi amar-te
Posso não te obrigar
De mim gostares
Mas agora
Posso escrever
O que sinto no meu coração
De novo
Mas tu não vais entender
O quanto te amo assim
Olha-me nos olhos
O que vês?
O dia acorda
Será que não me vês
E eu vou dar tudo
Para que me ames de longe

Que o amor

Tenho medo de te perder
não vais gostar
quebrando o teu coração
tudo o que sei
acorda
pensa
que o meu coração
não é teu
odeio-me por te perder
por não te dar a conhecer
tens o que necessitas
uma miuda
amar-te
e agora
o que faço?
Escrevo-te
Que o amor
Não presta
Merda
Para este amor
Que não é meu